Safra brasileira de soja 2016/2017 é revisada para 111,8 mi/t

A INTL FCStone elevou nesta quarta-feira (3/5), a projeção para a safra 2016/2017 de soja no Brasil para 111,8 milhões de toneladas, 0,17% mais na comparação com os 111,6 milhões de toneladas estimados em abril. Em relação ao milho, a estimativa passou de 93,3 milhões para 96,15 milhões de toneladas (+3%).

De acordo com a consultoria, na revisão da soja foram realizados ajustes dos rendimentos em Goiás e em Mato Grosso do Sul, levando a produtividade média brasileira a 3,33 toneladas por hectare, frente 3,32 toneladas por hectare em abril. Com esses resultados, os estoques da oleaginosa devem alcançar "níveis confortáveis", de mais de 7,5 milhões de toneladas, diferentemente dos estoques restritos nos anos anteriores. "Esse balanço mais folgado ocorre mesmo com perspectivas de um consumo aquecido tanto no mercado interno quanto para exportações", explicou a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, em nota.

Quanto ao milho, a revisão foi puxada pela produtividade da safrinha em Mato Grosso e no Paraná. Esses Estados - que são os principais produtores - devem registrar aumento de quase 3 milhões de toneladas na estimativa de produção, alcançando 64,13 milhões de toneladas. A expectativa anterior estava em 61,28 milhões de toneladas. "As condições estão bastante favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, que também foram beneficiadas pelo plantio da maior parte da safra dentro da janela ideal", afirmou Ana Luiza.

Em relação ao balanço de oferta e demanda, destaca-se que esse aumento da produção total de milho, para 96,15 milhões de toneladas, possibilita que os estoques finalizem a safra acima de 20 milhões de toneladas. Pelo lado da demanda, o desempenho das exportações preocupa, destaca a consultoria. Apesar de os embarques serem concentrados no segundo semestre, o produto brasileiro não está competitivo internacionalmente, mesmo com a queda considerável dos preços domésticos desde o início do ano, e as negociações estão lentas. A taxa de câmbio atual, com um real mais fortalecido, é o principal fator pesando na competitividade do produto brasileiro, finaliza a INTL FCStone.


Fonte: Revista Globo Rural